quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Orca ataca e mata treinadora nos EUA

A treinadora veterana Dawn Brancheau, 40, estava acariciando a orca Tilikum de uma plataforma na lateral do tanque quando o animal subiu, agarrou seu cabelo com a boca e a levou para debaixo da água, afirmou nesta quinta-feira o chefe de treinamento animal dos parques SeaWorld, Chuck Tompkins.

Os outros funcionários correram para salvá-la, mas Brancheau não resistiu ao ataque da orca de 5,5 toneladas, com um histórico violento e com quem trabalhava há anos no Estádio Shamu, principal atracão do SeaWorld de Orlando, no Estado americano da Florida.

Tompkins disse à rede americana de TV ABC que o rabo de cavalo de Brancheau balançava diante da orca. “Foi quando o treinador próximo a ele [Tilikum] disse que ela foi pega pelo cabelo e puxada para a água. A orca a segurou debaixo da água”, disse Tompkins.

Treinadora interage com orca durante show no SeaWorld, em Orlando; orca teria puxado Brancheau pelo cabelo
O ataque ocorreu na tarde desta quarta-feira, pouco após uma atracão chamada “Dine with Shamu” (Jantando com a Shamu) que consiste em realizar truques perto de um local no qual o público pode comer.

Alguns turistas que ficaram no local após um show assistiram, assustados, ao raro ataque. Minutos depois, um alarme soou e seguranças isolaram a área.

Um dos turistas presentes Eldon Skaggs disse à agência de notícias Associated Press que a iteração de Brancheau com a orca parecia informal e divertida no começo. Mas depois, a orca “a puxou e começou a nadar com ela”, disse Skaggs.

Alguns funcionários correram para tentar salvar Brancheau, enquanto outros orientavam a audiência.

Brasileiro

O turista brasileiro João Lúcio de Costa Sobrinho, 28, contou ao jornal “Orlando Sentinel”que tirava fotos do interior do tanque ao lado da namorada, Talita Oliveira, 20, quando percebeu que uma das orcas levava uma pessoa na boca.

Os brasileiros e outras testemunhas, segundo o “Orlando Sentinel”, disseram que os animais não se comportaram normalmente no show que havia sido realizado algumas horas antes.

Brad Sultan, da cidade de Tampa, também na Flórida, disse que uma das orcas não completou uma formação em triângulo com os treinadores e que, depois, uma delas não deu uma volta no tanque conforme o previsto.

“Foi terrível. Foi difícil ver a cena”, disse o brasileiro. De acordo com o casal, no momento do ataque, Brancheau estava sangrando na área do rosto, e a orca a girava enquanto nadava.

Tompkins disse, contudo, que a orca fez uma boa performance no show e que Brancheau a acariciava como recompensa pelo bom trabalho. “Não havia nada que nos indicasse que havia um problema”, disse Tompkins á rede de TV CBS.

Violento

A orca Tillikum tinha um “histórico violento” e já esteve envolvida em dois incidentes anteriores, segundo o jornal “Orlando Sentinel”.

O animal foi acusado de afogar um de seus treinadores em 1991, enquanto fazia um show no Sealand of the Pacific, em British Columbia, no Canadá, diz o jornal.

Vendido ao parque SeaWorld, onde as orcas são a principal atração, Tillikum foi envolvido em um segundo incidente oito anos depois, quando as autoridades encontraram o corpo de um homem em seu tanque, em julho de 1999.

As autoridades disseram, à época, que o homem provavelmente se afogou depois de sofrer hipotermia na água mantida a cerca de 12 graus Celsius. Ele teria entrado no parque após o fechamento ou se escondido até que o local fechasse.

Um porta-voz do SeaWorld, citado pela Associated Press, que não quis se identificar, afirmou ao “Sentinel” que Tillikum é mantido normalmente isolado das outras orcas e que os treinadores não podem entrar na água com ele por seu histórico violento.

A rede de televisão americana CNN, que cita um xerife de Orlando, diz que a orca não está acostumada a ver humanos em seu tanque –o que poderia explicar o ataque contra Brancheau.

Por causa de seu tamanho e do histórico, os treinadores eram orientados a não entrar na água com Tillikum e apenas uma dúzia dos 29 treinadores do parque podiam trabalhar com o animal, de cerca de 30 anos. Brancheau tinha mais experiência com ele do que a maioria dos funcionários.

“Nós reconhecemos que ele era diferente”, disse Tompkins, acrescentando que ainda não decidiu o futuro do animal.

Funcionamento

O site do SeaWorld informa que o parque abre nesta quinta-feira, mas que todos os shows com orcas foram suspensos sem previsão de retorno nos parques de Orlando e San Diego, no Estado da Califórnia.

O terceiro parque, em San Antonio, Texas, ainda não começou sua temporada.

O parque SeaWorld pertence ao grupo Blackstone, dono também de parte de outro parque da cidade, o



Treinadora interage com orca durante show no SeaWorld, em Orlando; orca teria puxado Brancheau pelo cabelo




A treinadora ''morta'', está nesta cabaná com ul lençol preto

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